Eduardo Pamplona

José Eduardo Ribeiro Pamplona

Odontólogo, professor, artista plástico, pintor, escultor e músico.
Nasceu em Fortaleza, Ceará, em 1944.
Graduou-se em Odontologia em 1944, tendo exercido de forma atuante a profissão. Neste mesmo ano de 44, integrou-se a SCAP, Sociedade Cearense de Artes Plásticas, da qual participou até 1960.
Realizou sua primeira grande apresentação em pintura e escultura no 3o Salão de Abril, em 1947.
Recebeu “Menção Honrosa” em pintura, no 5o Salão de Abril, em 1949.

Foi professor e um dos fundadores da Escola de Belas Artes do Ceará.
Em 1954 foi laureado no 5o Salão do Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul, e premiado pelo Salão Nacional de Belas Artes; ano em que recebeu “Medalha de Ouro” no 10o Salão de Abril.

No ano seguinte, participou do Curso de Cerâmica no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, “Escola 11” do Rio de Janeiro e do Curso de Artes Plásticas Aplicadas pelo SENAI / RJ; criando em seguida uma técnica inovadora de trabalho em cerâmica esmaltada.

Desenvolveu diversas obras com pastilhas esmaltadas, sendo considerada sua obra primeira, a “Escrava”, monumento em homenagem ao centenário de libertação dos escravos, instalada na cidade de Redenção, que data de 1968.

Fez painéis em pastilhas cerâmicas vitrificadas, sendo os mais conhecidos:
– o retrato do ex-governador Adauto Bezerra, em Guaramiranga;
– a belíssima escrava, rompendo os grilhões, na entrada da Cidade de ;
– os dois altares laterais da Igreja do Cristo Rei
– a fachada da Igreja do Coração de Jesus em Fortaleza.

Faleceu em Fortaleza, Ce, em 1991.


Pesquisa e Texto:
Roberto Galvão – Artista Plástico e Pesquisador

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Redenção

MACIÇO DE BATURITÉ

REDENÇÃO
População: 21.972 habitantes (dados de 2000).
Distância aproximada de Fortaleza: 66 km
Acesso através da CE-060 | CE-065
Ônibus Interurbano: Empresa Redentora
Ônibus intermunicipais a partir de Fortaleza
ligue 186 ou  (85) 3256-2100

A cidade de Redenção foi fundada em 1889 e foi a primeira cidade do Brasil a abolir a escravidão.
Na entrada da cidade um belo Painel Artístico, todo executado em Pastilhas Cerâmicas Esmaltadas, de autoria do artista plástico cearense Eduardo Pamplona, é uma celebração à liberdade.

São atrações também:
Museu Memorial da Liberdade
Praça da Liberdade
Açude Acarape do Meio
Cachoeiras Paracupeba e Manoel Dias
Engenho e Senzala no Sítio Livramento
Horto Florestal Antônio Diogo.

HOSPEDAGEM
Hotel Charme
Fone: (85) 3332-1183

ALIMENTAÇÃO
Restaurante Parada Obrigatória
Fone: (85) 3332-1272

EMERGÊNCIA HOSPITALAR
Centro de Saúde de Redenção
Rua Santos Dumont, 586
Fone: (85) 3332-2223
Ass. de Proteção a Saúde, Maternidade, Infância de Redenção
Praça Ten. Eilson, 48
Fone: (85) 3332-2228 | 3332-2292

Pesquisa e Textos: Cláudia Queiroz


PREFEITURA MUNICIPAL DE REDENÇÃO
Av. Abolição, s/n  Centro
Fone: (85) 3332-2252
Secretaria de Ação Social de Redenção
Fone: (85) 3332-1236

SETUR – Órgão Oficial de Turismo do Governo do Estado
Secretaria Estadual de Turismo-SETUR
setur-ce@turismo.setur-ce.gov.br
Fone: (85) 3488-3900 – Fax: (85) 3488-3853
Centro Administrativo Virgílio Távora
Edifício SEPLAN – Térreo – Cep 60839-900
Fortaleza – Ceará – Brasil

Otacílio de Azevedo

Otacílio de Azevêdo

Nasceu em Redenção, Ce, em 1896.
Escritor, poeta, desenhista e pintor. Autodidata.
Em 1910, transferiu-se para Fortaleza.
Começou pintando tabuletas de cinema e letreiros de lojas.
Em 1925, inicíou-se na pintura de paisagens.

Fundou com Gerson Faria, Pretextato Bezerra e Clovis Costa, o primeiro atelier de pintura de Fortaleza, em 1934.
É citado por Carlos Rubens em Artes Plásticas no Brasil e por Theodoro Braga em Artistas Pintores no Brasil.
É autor do livro Fortaleza Descalça, onde delineia traços biográficos dos artistas do Ceará da sua época.

Faleceu em Fortaleza, Ce, em 1978.


Pesquisa e Texto:
Roberto Galvão – Artista Plástico e Pesquisador

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João Jacques

João Jacques Ferreira Lopes

Jornalista, escritor, desenhista e pintor.
Nasceu em Fortaleza, Ce, em 1910.
Freqüentou os atelieres de Gerson Faria, Clovis Costa, Otacílio de Azevedo e TX, aprendendo com eles os passos iniciais da pintura.

Membro da , dentre outros livros publicou:
Otacílio de Azevedo – 50 Anos de Pintura e Poesia, em 1992.

Faleceu em Fortaleza, Ce, em 5 de Dezembro de 1999.


Pesquisa e Texto:
Roberto Galvão – Artista Plástico e Pesquisador

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Teatro José de Alencar

Teatro José de Alencar
Praça José de Alencar – Centro – Fone: (85) 3252-2324
Horários: As visitas podem ser feitas de segunda à sexta-feira.
Visitas gratuitas às quartas-feiras.
Funciona normalmente com programação de espetáculos diversos.

Tombado pelo IPHAN desde 1987, o Teatro José de Alencar é hoje uma das mais modernas casa de espetáculos do Brasil.
Com capacidade para 800 espectadores teve a pedra fundamental lançada em 1894 pelo então Presidente da Província o .

Origem
Na 1ª metade do Século XIX inicia-se a atividade teatral em Fortaleza, movida por grupos amadores e com muito entusiasmo, no entanto, as casas de espetáculos tinha existência efêmera.
Na 2ª metade do Século XIX, com a evolução material e espiritual da sociedade local, passou-se a reivindicar das autoridades, um teatro oficial para a Cidade.

Os Teatros Anteriores ao Teatro José de Alencar

  • Teatro da Concórdia ou da Ópera.

Construído na década de 30 do Século XIX.
Funcionou onde é hoje o Palacete Iracema, na esquina da Rua General Bezerril com Guilherme Rocha.
Em 1842, mudou-se para a Rua Barão do Rio Branco atuais N° 1080 e 1084, funcionando durante 46 anos, até 1876.

  • Teatro São José.

Inaugurado em março de 1876 funcionou na Rua Senador Pompeu, atuais N° 931 e 937.

  • Teatro das Variedades.

De proriedade do empresário João do Carmo, inaugurado em 21 de janeiro de 1877, na Rua Senador Pompeu com Dr. João Moreira (Sudoeste), não tinha cobertura e os espectadores tinham que levar cadeiras.

  • Teatro São Luiz.

Propriedade de Joaquim Feijó, no mesmo local do Variedades – 1880 a 1886.
Freqüentado por camadas sociais mais exigentes, nele se apresentavam grupos de outros Estados do Brasil, recebendo inclusive a visita do maestro Carlos Gomes.

  • Clube de Diversos Artistas.

Fundado por volta de 1897, idealizado por Papi Júnior.
Compunha-se de um corpo orquestral (destacando-se o maestro Henrique Jorge) e um corpo cênico.
Localizava-se na Rua Barão do Rio Branco, sede do Reform Club, depois encampado pelo Clube lracema.
Existiram outros Teatros, só estes foram selecionados como introdução ao José de Alencar.

O Teatro José de Alencar
O primeiro prorojeto foi de lssac Amaral e Roberto GO Bleasby e deveria ser construído sobre os alicerces de uma obra que seria um mercado no centro da Praça a qual havia sido abandonada.
As obras do teatro chegaram a ser iniciadas e depois paralisadas por falta de verbas e insuficiência nas fundações.
Em 1896 o Presidente rescindiu o contrato da construção e submeteu a obra a exame, sendo a mesma condenada.
Resolveu, o Presidente, mandar construir a versão atual no local onde Adolfo Herbster havia projetado o teatro Santa Tereza em 1864, área que estava servindo de pátio para os cavalos do Batalhão de Segurança, cujo quartel ocupava a área utilizada pelos Jardins do Teatro.
A versão atual foi edificada, sob a direção do Engenheiro Militar Capitão Bernardo José de Melo.

  • 1894

Lançamento da Pedra fundamental, pelo Presidente do Estado Coronel Bezerril Fontinele no Centro da Praça.

  • 6 de junho de 1908

Inicio das Obras

  • Direção da Obra

Raimundo Borges Filho, oficial do Exército Comandante do Batalhão de Segurança do Estado e genro do Presidente do Estado, Nogueira Acióli.

  • Execução da Obra

Walter Mac Farlanes & Co. e Serrancen Fondri, de Glascow, Escócia.

  • Inauguração

17 de junho de 1910, com um Concerto apresentado pela Banda de Música do Batalhão de Segurança sob a regência dos Maestros Henrique Jorge e Luigi Maria Smido.

Descrição do Teatro

  • Arquitetura

Está enquadrado no ecletismo, tendo como destaque o Art Nouveau (bloco da sala de espetáculo) e o neoclássico (bloco frontal).

  • Fachada

Na parte superior, a face alegre de Baco, deus grego do vinho e inventor do teatro
ladeado por duas musas.
No andar superior, salão nobre ou foyer, dois anjinhos (Cupido e Psiqué), no frontal da porta principal, representando a união do corpo e da alma.
No centro a Fortítudine, simbolizando a cidade de Fortaleza.

Em seu interior encontram-se pinturas raras dos seguintes artistas:

  • Ramos Cotoco, cearense (1871-1916) pintou os nomes das obras de José de Alencar sobre as grades das frisas e as figuras femininas no teto da sala de espetáculos.
  • Jacinto Matos, (1882-1947) pernambucano, pintou os florões no forro da sala de espetáculos.
  • Paula Barros, artista natural do Pará pintou os retratos de Carlos Gomes e de José de Alencar além da representação das três artes – pintura, música e drama – na cúpula oval da sala de espetáculos.
  • Rodolfo Amoedo, carioca, (1857-1941) pintou a moldura circular, acima do Pano de Boca.
    Rodolfo Amoedo foi aluno de Victor Meireles e professor de Portinari.
  • João Vicente pintou as imitações de mármore nas paredes da Boca de Cena.
  • Gustavo Barroso, cearense (1888-1959) escritor e historiador auxiliou o arquiteto mineiro Herculano Ramos na pintura do 1º Pano de Boca, representando o encontro de Iracema com o Guerreiro Branco.

O primeiro diretor do teatro foi Faustino de Albuquerque, ex Governador do Ceará.
Outras personalidades históricas que foram diretores do teatro:

  • Henrique Jorge – maestro.
  • Paurillo Barroso – maestro e compositor.
  • Orlando Leite – maestro.
  • Haroldo Serra – teatrólogo.
  • Fernando Piancó – diretor atual

Principais Reformas

  • 1918

Introduzidas as instalações elétricas e agregadas duas escadas internas, semelhantes às já existentes (fundidas no Ceará).

  • 1938

Passa por restauração, orientada pelo engenheiro José Barros Maia.

  • 1957

As cadeiras de palhinha (estilo austríaco), são substituidas por poltronas estofadas.

  • 1974

Recomposição da estrutura metálica, das cadeiras de palhinha e construído o jardim lateral, com projeto do arquiteto Burle Marx, na área anteriormente ocupada pelo centro de saúde, demolido em 1973.

  • 1989/91

Recomposição do jardim e instalação de espaço cênico ao ar livre para apresentação de espetáculos.
Como parte desta reforma foi construído do lado oposto ao jardim um prédio anexo, com dependências administrativas.
No anexo funcionam um auditório para 100 pessoas, a Galeria de Artes Ramos Cotoco, biblioteca especializada, bar e cozinha industrial.
No pátio um palco ao ar livre onde são apresentados espetáculos produzidos pelo teatro.

O Teatro é um monumento tombado pelo IPHAN em 10 de agosto de 1987.
A reforma de 1989 a 91 foi a maior já executada em extensão e profundidade, transformado na casa de espetáculo mais moderna do pais e num centro de atração e forrtiação para os artistas.
O trabalho de reforma foi realizado a partir de diagnóstico completo feito no teatro abrangendo as instalações físicas e elétricas, a parte decorativa (pinturas executadas nas várias reformas) e a parte artística e de público; pesquisa com os artistas e público para conhecer as necessidades dos usuários e exigências dos artistas.
O desconforto térmico era uma das reclamações existentes desde a construção, e a reforma solucionou colocando ar-condicionado na platéia.

Autoria da reforma e restauração

  • Paisagismo

Arquiteto Roberto Burle Marx – Rio de Janeiro.
Roberto Burle Marx, arquiteto e paisagista, falecido em 1994, era também artista plástico e é referência mundial como paisagista tendo entre seus mais conhecido projetos os do Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro e os Jardins de Brasília.

  • Engenharia

Método Engenharia S.A – São Paulo

  • Parte elétrica

Elevadores Sur – divisão Hallstage – Porto Alegre

  • Projeto Elétrico

Oficina de projetos Solé & Castro Ltda. – Porto Alegre

  • Secretária de Cultura, Turismo e Desporto

Maria Violeta Arraes de Alencar Gervaiseau.

  • Comissão Técnica de Fiscalização

Argos Antônio Mesquita Martins – Engenhero Civil da Secretaria de Obras.

O Teatro recebeu os mais modernos equipamentos cenográficos e foi totalmente climatizado.
Nas suas dependências, funcionam também o Centro de Arte Cênicas do Ceará e a Padaria Espiritual.

Reinaugurado em 27 de Março de 1996.
A inauguração foi com a exibição da Ópera Dom Giovanni de Wolfgang Amadeus Mozart.

E
m frente ao Teatro, na Praça José de Alencar, o Monumento a José de Alencar, inaugurado em 8 de Janeiro de 1908.
A obra, do artista paulista Humberto Cozzo, é esculpida em granito branco edindo 6,5m de altura por 4,0m de largura, tendo baixos relevos ilustrativos de passagens extraídas dos romances Iracema e O Guarani.


Mais detalhes podem ser encontrados no livro Caminhando Por Fortaleza de autoria do escritor cearense Francisco Benedito de Sousa.
O Livro pode ser adquirido na Livraria do Centro Cultural Dragão do Mar, nas Bancas de Revistas na Praça do Ferreira ou diretamente do autor através do telefone: (85) 3493-2518.

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SETUR – Órgão Oficial de Turismo do Governo do Estado
setur-ce@turismo.setur-ce.gov.br

Fone: (85) 3488-3900 – Fax: (85) 3488-3853
Centro Administrativo Virgílio Távora Edifício SEPLAN – Térreo
Cep 60839-900 Fortaleza – Ceará – Brasil

Disque Turismo: 0800 99 15 16

FUNCET – Órgão Oficial de Turismo de Fortaleza
smdt@ivia.com.br

Fone: (85) 3231-1814 Fax: (85) 3252-4595
Rua Pereira Filgueiras 04 – Cep 60160-150 Fortaleza – Ceará – Brasil