Senador Alencar

José Martiniano Peixoto de Alencar

Nasceu em Barbalha, Ce, em 1794.
Filho do comerciante português João Gonçalves dos Santos e Bárbara Pereira de Alencar.
Estudou no Seminário de Olinda, Pe., vindo ao Ceará em 1817 como porta voz da Revolução Pernambucana, e levando a revolução até o Crato, Cariri, Ce.
Preso juntamente com sua mãe, e o irmão , foi enviado para Fortaleza ficando preso na , local de prisão, este, que gera controvérsias entre os historiadores.

Em 1818 foi enviado para a prisão do Forte de Cinco Pontas em Pernambuco e de lá para o Presídio em Salvador, Ba.
Em 1821 com a Revolução Constitucional em Portugal, foi anistiado juntamente com o resto da família e outros presos políticos.
De volta ao Ceará foi eleito deputado suplente em 24 de dezembro.
Em 1822 seguiu para Lisboa onde fez parte do Parlamento.
Já no Ceará, em 1823, foi eleito deputado constituinte e após a dissolução da Assembléia Constituinte retorna ao Ceará, sendo escolhido deputado.
Novamente preso e conduzido ao Rio de Janeiro, foi julgado e absolvido.

Na 2ª Legislatura do Império, foi eleito deputado pelo Ceará e também por Minas Gerais, optando por representar o Ceará.
Eleito Senador em 1832, o 1° escolhido pela Regência.
Entre 1834 a 1837 foi Presidente do Estado do Ceará.
Posicionou-se, em 1839, contra a proposta de maioridade de D. Pedro II.
Em 1840 ocupou novamente a Presidência da Província do Ceará, saindo após a queda do Ministro da Maioridade, do qual era delegado.

Em março de 1841, quando passou o cargo ao Major Facundo, então Vice-Presidente da Província.
Por volta de 1826 carregou sua prima Anna Josefina de Alencar, do Cariri para vir com ele morar em Messejana, próximo a Fortaleza, fixando-se no sítio Alagadiço Novo onde nasceu seu 1° filho, José de Alencar, que viria a ser o grande romancista.
No sítio foi instalado o 1° engenho a vapor do Ceará produzindo aguardente e rapadura.

Após o término do mandato de Presidente da Província, em 1837, seguiu com a família para o Rio de Janeiro onde foi exercer o mandato de Senador.

Faleceu no Rio de Janeiro em 15 de março de 1860, e foi sepultado no Cemitério São Francisco Xavier.

*O sobrenome “Peixoto” apareceu na época da revolução de 1817 e aqui foi utilizado para distinguir do de José de Alencar, escritor.


Pesquisa e Texto: Madalena Figueiredo

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Bárbara de Alencar

Bárbara Pereira de Alencar

Bárbara Pereira de Alencar.
Nasceu na cidade pernambucana de Exu, no dia 28 de agosto de 1760, vindo depois residir no Crato, Ce, onde se casou com o comerciante português João Gonçalves dos Santos, 28 anos mais velho.
Desse consórcio teve 10 filhos, entre eles:
– José Martiniano de Alencar, padre, senador do império, presidente do Ceará, pai do romancista José de Alencar.
, mártir da Confederação do Equador (1924).

Tomou parte ativa na revolução republicana de 1817, levada a efeito no Crato.
Heroína Nacional, 1ª mulher a ser presa política no Brasil e a 1ª Republicana, em 1817.
Frustrada a Revolução Pernambucana e o levante do Crato, foi aprisionada e trazida para Fortaleza juntamente com os filhos: Tristão Gonçalves, José Martiniano e Padre Carlos José.

Em 1818 foram mandados para a prisão da Fortaleza das 5 pontas em Pernambuco e de lá para o presídio da Relação em Salvador, Ba.
Em 1821 é anistiada retornando ao Ceará.

É nome de rua e Instituição de ensino em Fortaleza.
Na Avenida Heráclito Graça, em Fortaleza, na altura do número 1245, existe uma escultura de Bárbara de Alencar de autoria do Escultor Cearense .

Faleceu em 1832, aos 67 anos, na fazenda Touro, na Fronteira do Ceará com o Piauí.
Foi sepultada na Capela do Poço das Pedras, Freguesia de Araripe.


Pesquisa e Texto: Madalena Figueiredo

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Tristão Gonçalves

Tristão Gonçalves de Alencar Araripe

Principal líder da Confederação do Equador no Ceará.
Nasceu no distrito de Salamanca, município do Crato, ce, em 1790.
Participou em 1917 da Revolução do Crato, juntamente com sua mãe, Bárbara de Alencar e seu irmão José Martiniano de Alencar-Senador Alencar (pai do romancista José de Alencar).

Morreu em combate, em 31 de outubro de 1825, no sítio Santa Rosa, que depois viria a ser a Cidade de Jaguaribara*.

Venceslau Alves de Almeida, que era um dos capangas de José Leão, apresentou-se como o matador de Tristão Gonçalves.

Após sua morte, seu corpo foi deixado no local.
A mão direita foi cortada, o corpo foi amarrado a um pé de jurema (árvore típica da caatinga) e o povo foi incitado a apedreja-lo.
Totalmente mutilado foi sepultado, contrariando ordens superiores, na Capela de Santa Rosa, na calada da noite por um soldado, na igrejinha do povoado.

Em 31 de outubro de 1924 foi inaugurada uma lápide comemorativa no local de sua morte, pelo Instituto Histórico e Geográfico do Ceará.

É nome de rua na capital cearense.

*Atualmente a cidade foi inundada pelas águas do açude Castanhão, e uma nova cidade foi erguida em outro local com o nome de Nova Jaguaribara.


Pesquisa e Texto: Madalena Figueiredo

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Raimundo Girão

Raimundo Girão

Nasceu na Fazenda Palestina, Município de Morada Nova, Ce, em 3 de Outubro de 1900.
Filho de Luís Carneiro de Souza Girão e Celina Cavalcante.
Mudou-se para Maranguape, Ce, em 1905, onde permaneceu até 1913, quando mudou-se para Fortaleza.
Estudou no Liceu do Ceará e no Colégio Colombo.
Em 1920 matriculou-se na Faculdade de Direito do Ceará bacharelando-se a 8 de dezembro de 1924 e doutorando-se em 1936.

Entre 14 de dezembro de 1932 e 5 de dezembro de 1934 exerceu o cargo de Prefeito nomeado de Fortaleza.
Em 21 de dezembro de 1935 é nomeado Ministro do Tribunal de Contas do Ceará.
A partir de 2 de março de 1946 assume a Livre Docência na Faculdade de Ciências Econômicas da Uneiversidade Federal do Ceará.

Outros cargos:
– 1941: entrou para o Instituto do Ceará.
– 9 de janeiro de 1960 Secretário Municipal de Urbanismo.
– 12 de agosto de 1966 Secretário de Educação do Estado.
– 3 de outubro de 1966 Secretário de Cultura do Ceará (1966 a 1971).
– Presidente da Academia Cearense de Letras.

Historiador veio a ser uma das figuras mais ilustres e respeitadas da intelectualidade cearense de todos os tempos.
Possui várias obras publicadas principalmente sobre História, Geografia, Economia e outros temas relacionados com o Ceará e Fortaleza.

Foi membro das seguintes instituições:

– Presidente de Honra do
– Presidente da Sociedade de Geografia e História do Ceará

A Avenida Historiador Raimundo Girão é uma homenagem da cidade a este cearense ilustre.

Faleceu em 24 de Julho de 1988, em Fortaleza, Ce.


Pesquisa e Texto: Madalena Figueiredo

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Henrique Jorge

Henrique Jorge

Nasceu no dia 10 de fevereiro de1872, em Fortaleza, Ce.
Filho do pianista Victor Jorge Ferreira Lopes.
Tornou-se um dos mais considerados violinistas do país, tendo desenvolvido sua arte praticamente sozinho, pois teve apenas as teorias iniciais.
Residiu alguns anos em Recife, onde fundou e manteve um conservatório.
Em Fortaleza, Ce, fundou o Conservatório de Música Alberto Nepomuceno.
Pertenceu a um dos mais significativos movimentos literários do Ceará  – A Padaria Espiritual, com o pseudônimo de Sarasate Mirim.

Excursionou de Norte a Sul do Brasil, levando sua arte e recebendo os mais entusiasmados comentários da imprensa.
Organizou e dirigiu várias orquestras sinfônicas neste Estado.
Pai de dois eminentes cearenses, o Governador Paulo Sarasate e o cronista e jornalista João Jacques Ferreira Lopes.
Seu nome crisma um dos bairros mais populosos de Fortaleza.

Faleceu em Fortaleza, Ce, em 6 de outubro de 1928.


Pesquisa e Texto: Madalena Figueiredo

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