Bárbara de Alencar

Bárbara Pereira de Alencar

Bárbara Pereira de Alencar.
Nasceu na cidade pernambucana de Exu, no dia 28 de agosto de 1760, vindo depois residir no Crato, Ce, onde se casou com o comerciante português João Gonçalves dos Santos, 28 anos mais velho.
Desse consórcio teve 10 filhos, entre eles:
– José Martiniano de Alencar, padre, senador do império, presidente do Ceará, pai do romancista José de Alencar.
, mártir da Confederação do Equador (1924).

Tomou parte ativa na revolução republicana de 1817, levada a efeito no Crato.
Heroína Nacional, 1ª mulher a ser presa política no Brasil e a 1ª Republicana, em 1817.
Frustrada a Revolução Pernambucana e o levante do Crato, foi aprisionada e trazida para Fortaleza juntamente com os filhos: Tristão Gonçalves, José Martiniano e Padre Carlos José.

Em 1818 foram mandados para a prisão da Fortaleza das 5 pontas em Pernambuco e de lá para o presídio da Relação em Salvador, Ba.
Em 1821 é anistiada retornando ao Ceará.

É nome de rua e Instituição de ensino em Fortaleza.
Na Avenida Heráclito Graça, em Fortaleza, na altura do número 1245, existe uma escultura de Bárbara de Alencar de autoria do Escultor Cearense .

Faleceu em 1832, aos 67 anos, na fazenda Touro, na Fronteira do Ceará com o Piauí.
Foi sepultada na Capela do Poço das Pedras, Freguesia de Araripe.


Pesquisa e Texto: Madalena Figueiredo

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Padre Mororó

Gonçalo Inácio de Loiola Albuquerque e Melo

Nasceu a 24 de julho de 1778, em Riacho Guimarães, , Ce.
Ordenou-se no Seminário de Olinda, Pe, em 1802, e exerceu o sacerdócio em várias cidades do Ceará .

Em 1821 elege-se vereador, foi diretor e redator do 1° jornal do Ceará o “Diário do Governo do Ceará” em 1° de Abril de 1824.
O jornal era um veículo de divulgação dos ideais republicanos.

Um dos líderes do movimento revolucionário que ficou conhecido como “A Confederação do Equador”, movimento que se opunha a corte imperial no Rio de Janeiro.
Foi Secretário do Governo Revolucionário de Tristão Gonçalves.
Em 30 de abril de 1825, foi preso juntamente com:
– Pessoa Anta, Comandante Geral da forças revolucionárias na cidade de Granja, Ce.
– Tenente Coronel lbiapina, deputado e escrivão da Junta da Fazenda.
– Luís Inácio de Azevedo – Azevedo Bolão – fazia parte do Exército de Tristão Gonçalves em combate na Região de Aracati, Ce.
– Tenente Coronel Feliciano José da Silva – Carapinima – Secretário do comandante das armas José Pereira Filgueiras.
Preso em Fortaleza, Ce, o Padre Mororó foi condenado à forca.
Sua execução, contudo, deu-se através de fuzilamento, pois os soldados recusaram-se a enforca-lo, alegando que o enforcamento era somente para criminosos.

É nome de rua em Fortaleza, Ce.

Foi executado no Passeio Público no dia 30 de abril de 1825.


Mais detalhes podem ser encontrados no livro Caminhando Por Fortaleza de autoria do escritor cearense Francisco Benedito de Sousa.
O Livro pode ser adquirido na Livraria do Centro Cultural Dragão do Mar, nas Bancas de Revistas na Praça do Ferreira ou diretamente do autor através do telefone: (85) 3493-2518.

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Raimundo Girão

Raimundo Girão

Nasceu na Fazenda Palestina, Município de Morada Nova, Ce, em 3 de Outubro de 1900.
Filho de Luís Carneiro de Souza Girão e Celina Cavalcante.
Mudou-se para Maranguape, Ce, em 1905, onde permaneceu até 1913, quando mudou-se para Fortaleza.
Estudou no Liceu do Ceará e no Colégio Colombo.
Em 1920 matriculou-se na Faculdade de Direito do Ceará bacharelando-se a 8 de dezembro de 1924 e doutorando-se em 1936.

Entre 14 de dezembro de 1932 e 5 de dezembro de 1934 exerceu o cargo de Prefeito nomeado de Fortaleza.
Em 21 de dezembro de 1935 é nomeado Ministro do Tribunal de Contas do Ceará.
A partir de 2 de março de 1946 assume a Livre Docência na Faculdade de Ciências Econômicas da Uneiversidade Federal do Ceará.

Outros cargos:
– 1941: entrou para o Instituto do Ceará.
– 9 de janeiro de 1960 Secretário Municipal de Urbanismo.
– 12 de agosto de 1966 Secretário de Educação do Estado.
– 3 de outubro de 1966 Secretário de Cultura do Ceará (1966 a 1971).
– Presidente da Academia Cearense de Letras.

Historiador veio a ser uma das figuras mais ilustres e respeitadas da intelectualidade cearense de todos os tempos.
Possui várias obras publicadas principalmente sobre História, Geografia, Economia e outros temas relacionados com o Ceará e Fortaleza.

Foi membro das seguintes instituições:

– Presidente de Honra do
– Presidente da Sociedade de Geografia e História do Ceará

A Avenida Historiador Raimundo Girão é uma homenagem da cidade a este cearense ilustre.

Faleceu em 24 de Julho de 1988, em Fortaleza, Ce.


Pesquisa e Texto: Madalena Figueiredo

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Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção

Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção
Quartel General da 10ª Região Militar
Avenida Alberto Nepomuceno s/n – Centro
Fone: (85) 3255-1600
Horários: Segunda a Domingo das 08:00 as 11:00 h e das 14:00 as 17:00 h.

“Ao tomar posse, (1654) em nome das autoridades portuguesas, do forte Schoonenborch, começado a construir pelos holandeses em 10 de Abril de 1649, o primeiro ato que praticou Álvaro de Azevedo Barreto foi mudar esse nome flamengo para o de Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção.
E, de logo, levantou-se no centro da fortificação e sob a égide da Mãe de Deus uma capela ou ermida para as orações dos soldados da guarnição.
Com o tempo, e porque fosse extensa a denominação, passou então o forte a chamar-se Fortaleza da Assunção e, também, Fortaleza do Ceará.
E por fim, somente Fortaleza ou, às vezes, Ceará.”

“Raimundo Girão in Fortaleza e a Crônica Histórica – Edição UFC – 1989.”


Para alguns historiadores a fortaleza foi construída por Matias Beck para resistir a invasão holandesa em 1649 recebendo posteriormente o nome de Forte de Schoonenborch.
Outros historiadores sustentam a versão de que o Forte foi construído pelos holandeses sendo um projeto de Ricardo Caar.
Originalmente o local aonde foi erguido o forte chamava-se Colina Marajaítiba às margens do Riacho Marajaig.

Além do Forte, foram construídos armazéns e alojamentos.
Em 1654 os Holandeses foram expulsos do Brasil, e os Portugueses ocuparam o local sob o comando do Capitão-Mor Álvaro de Azevedo Barreto.
Nos primeiros anos a Fortaleza funcionou como Quartel, sede do Governo e moradia dos Capitães-mores.

D
urante o governo de Manuel Inácio de Sampaio em 1812, foi iniciada a nova construção da Fortaleza,agora em alvenaria de pedra e tijolo com o projeto de autoria do Tenente Coronel Engenheiro Antonio José da Silva Paulet.
A fachada principal é de autoria de e foi concluída em 1860.
Uma capela para abrigar a imagem de Nossa Senhora da Assunção foi originalmente construída no interior do quartel em meados do século XVIII, porém sua construção não foi concluída.
A imagem da Santa veio de Portugal em 1857.
Esta imagem foi doada ao quartel pela Arquidiocese de Fortaleza.
Em 1951 o quartel voltou ao culto da Santa e passou a abrigar a imagem de N.S. da Assunção em uma capela situada na fachada oeste da Fortaleza que dá vista para a Praça dos Mártires.

Esta praça recebeu esta denominação devido ao fato histórico de ter sido o cenário das execuções de alguns membros da Confederação do Equador, entre eles o Padre Mororó.
Além de Praça dos Mártires, já foi chamada de Campo da Pólvora, Largo do Paiol e mais recentemente ficou conhecida como Passeio Público.

Segundo a lenda, quem passa à noite nas imediações da Fortaleza escuta os lamentos de Bárbara de Alencar.
Bárbara de Alencar era avó do escritor José de Alencar e teria sido prisioneira nesta fortaleza, devido a sua participação em movimentos contestatório ao regime que culminaram com a chamada Confederação do Equador.
Historiadores mais comprometidos com a veracidade dos fatos afirmam que Bárbara de Alencar nunca foi prisioneira nos calabouços existentes nos subterrâneos do quartel.
Apenas era levada ao local somente para prestar depoimento sendo em seguida levada de volta para a prisão que ficava em outro local da cidade.

A Fortaleza foi restaurada em fins do século XIX.
Batizada com o nome de Fortaleza de N.S. da Assunção em louvor a padroeira da cidade.
Atualmente no local funciona o Quartel General da Décima Região Militar no Ceará.

Nas imediações estão:
Catedral Metropolitana, Mercado Central, Santa Casa de Misericórdia, Passeio Público,
Estação João Felipe e Antiga Cadeia Pública, hoje transformada em centro de turismo.


Mais detalhes podem ser encontrados no livro Caminhando Por Fortaleza de autoria do escritor cearense Francisco Benedito de Sousa.
O Livro pode ser adquirido na Livraria do Centro Cultural Dragão do Mar, nas Bancas de Revistas na Praça do Ferreira ou diretamente do autor através do telefone: (85) 3493-2518.

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