Desde o período pré-colombiano registram-se atividades de artesanato entre os índios que habitavam o Ceará.
Os objetos de cerâmica e palha tinham uso exclusivamente utilitário.
A partir da colonização, e sob influência dos jesuítas, esta habilidade foi aprimorada com o uso de novas técnicas e materiais.
Toda esta habilidade e conhecimento passaram a ser direcionado também para a confecção de adornos, vestimentas, adereços, mobiliário e objetos diversos.
As mulheres portuguesas, que aqui chegaram acompanhando os colonizadores, deixaram como herança às técnicas das rendas, dos bilros e do labirinto, que tinha sido levadas para Portugal a partir do domínio mouro na península Ibérica.
Os escravos trouxeram da África outro conhecimento em tecelagem, entalhe em madeira, trançado em palha e cipó que se mesclaram com os nativos do Brasil.
Através dos tempos o artesanato dividiu-se em utilitários e decorativo.
Na primeira categoria estão o mobiliário, vestimentas de couro para os vaqueiros, cerâmica, bordados, etc.
Na segunda categoria a habilidade do povo voltou-se para a confecção principalmente de peças religiosas e mitológicas da crendice popular e também peças puramente artísticas.
Hoje esta atividade emprega perto de 1.000.000 de pessoas.
O Governo do Estado tem desenvolvido uma política consistente para aprimorar a qualidade dos produtos artesanais, qualificando os artesãos e incentivando as exportações.
Pesquisa e Texto: Cláudia Queiroz
