História de Fortaleza

Crônica Histórica da Cidade de Fortaleza

Fortaleza, é a capital do estado do Ceará.

  • Hora Local: -3GMT
  • População: 2.600.000 habitantes – Censo de 1991
  • Temperatura média anual: Litoral: 27ºC – Serras: 22ºC – Sertão: 33ºC
  • Localização Geográfica; Nordeste do Brasil
  • Latitude: 03º43’02” Sul | Longitude: 38º32’35” Oeste
  • População: 2.600.000 habitantes – Censo de 1991
  • Área: 336 km2
  • Altitude: 26,36 metros de altitude acima do nível do mar
  • Limites:
  • Ao Norte: Oceano Atlântico
  • Ao Sul: Com os municípios de Pacatuba, Eusébio, Maracanaú e Itaitinga.
  • A Leste: Com o município de Aquiraz, e o Oceano Atlântico
  • A Oeste: Com o município de Caucaia

Pero Coelho de Souza, em 1604, constrói o Forte de São Tiago na foz do Rio Ceará, hoje chamada de Barra do Ceara, Litoral Oeste de Fortaleza.
A forte resistência indígena e o assoreamento do Rio Ceará, que na maré baixa provocava o encalhe dos navios, fizeram com que o forte fosse abandonado pelos Portugueses.

Em 1614 Martim Soares Moreno, comandando expedição portuguesa, constrói o Forte de São Sebastião, erguido no mesmo local do abandonado Forte de São Tiago. Os holandeses, que tinham invadido o Brasil, enviam de Pernambuco em 1637, uma expedição que expulsa os Portugueses do Ceará. Esta expedição permanece na Barra do Ceará até 1645, quando devido a hostilidade dos índios vão embora do Ceará.

Um a segunda expedição holandesa comandada por Matias Beck, zarpou do Recife com destino ao Ceará. Aqui chegando, atracaram na enseada que depois veio a ser chamada de Enseada do Mucuripe.
Caminhando pela orla marítima ele chegou até a foz do Riacho Marajaig, depois batizado de Pajéu. Na colina existente, chamada Marajaitiba, em 1649, ergueu o Forte de Schoonenborch, aproveitando materiais que foram retirados das ruínas dos Fortes de São Tiago e de São Sebastião.
O nome do forte é uma homenagem ao então comandante holandês no Recife.

“Ao tomar posse, em nome das autoridades portuguesas, do forte Schoonenborch, começado a construir pelos holandeses em 10 de Abril de 1649, o primeiro ato que praticou Álvaro de Azevedo Barreto foi mudar esse nome flamengo para o de Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção.
E, de logo, levantou-se no centro da fortificação e sob a égide da Mãe de Deus uma capela ou ermida para as orações dos soldados da guarnição.
Com o tempo, e porque fosse extensa a denominação, passou o forte a chamar -se Fortaleza da Assunção e, também, Fortaleza do Ceará.
E por fim, somente Fortaleza ou, às vezes, Ceará.
Foi elevada a condição de Vila em 1726 e no ano de 1823 passou a condição de cidade com o nome de Cidade de Fortaleza Nova Bragança.”
Raimundo Girão in Fortaleza e a Crônica Histórica – Edição UFC – 1989.

O Aeroporto Internacional Pinto Martins, liga Fortaleza às às principais cidades do Brasil, da América Latina, da América do Norte e da Europa.
As praias de Fortaleza são internacionalmente famosas, principalmente as Praias da Beira-Mar, de Iracema e do Futuro.

Na Avenida Beira-Mar encontram-se os principais hotéis, restaurantes e áreas de lazer da cidade. Entre as atrações destacam-se:

  • Monumento em homenagem a Iracema, obra do escultor pernambucano CorbinianoLind, em frente ao Hotel Caesar Park.
  • Em frente ao Clube Náutico Atlético Cearense encontra-se, dominando o horizonte, uma escultura de grandes dimensões de escultor cearense de renome internacional, Sérvulo Esmeraldo.
  • Diariamente a partir das 17:00 horas feira de artesanato, em frente ao Praiano Palace Hotel.
  • Em Julho acontece o Fortal, a maior micareta do Brasil.
  • Quadras de esporte e um anfiteatro fazem da área o local preferido pelos habitantes de Fortaleza e pelos turistas.
  • Artistas populares fazem da avenida um grande palco para as suas performances.
  • Água de coco, tapioca, roletes de cana de açúcar, algodão doce, pipoca e outras iguarias estão a venda nos vendedores ambulantes.
  • Anualmente, no mês de Julho, acontece na Enseada do Mucuripe a Regata Dragão do Mar, que é uma corrida de jangadas.
  • A largada da corrida acontece no fim da Av. Beira Mar em frente as peixadas e a chegada é na Praia do Náutico, também na Av. Beira Mar.
  • Com a duração de 01:30 h e mais de 100 embarcações, a regata proporciona um magnífico espetáculo.

A regata leva o nome de Dragão do Mar, em homenagem a um jangadeiro cearense que primeiro se insurgiu contra o tráfego de escravos no Brasil.
Este jangadeiro, conhecido como Chico da Matilde, era um líder e juntamente com seus companheiros recusou-se a transportar para os navios aqui ancorados os escravos vendidos para o sul do Brasil.
Vale salientar que como não existia ancoradouro na cidade e passageiros e cargas
seguiam das areias da Praia de Iracema para os navios transportados pelas jangadas.
O ano era o de 1881!
Sete anos antes do ato assinado pela Princesa Isabel proclamando a abolição da escravatura no Brasil.
O nome deste símbolo da liberdade batiza também o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura em Fortaleza.

Praia de Iracema.
Bares, restaurantes, boates e galerias de arte proporcionam intensa vida noturna a este bairro quase no centro da cidade. O destaque é o forró que acontece toda Segunda Feira no Bar do Pirata, considerada pelo New York Times como a noite mais animada do planeta.
Outra atração é o Estoril, bar e restaurante.
Esta construção toda em taipa (madeira e barro) foi originalmente batizada como Vila Morena. Durante a Segunda Guerra Mundial foi transformada em cassino freqüentado pela alta sociedade local e pelas tropas americanas aqui sediadas.
Após a segunda guerra, transformou-se em reduto da boemia e da intelectualidade cearense.
Recentemente, o Estoril, foi totalmente restaurado mantendo todas as suas características arquitetônicas, e oferecendo para os visitante, além de restaurante e bar uma galeria de arte dedicada a cultura local.

No mirante da Praia de Iracema encontra-se uma escultura do artista cearense
Zenon Barreto que representa a índia Iracema, principal personagem do romance de José de Alencar.
A Ponte dos Ingleses, primeiro ancoradouro da cidade, também conhecida como Ponte Metálica, oferece um espetacular Pôr de Sol, que atrai os românticos e enamorados.
Na Ponte, em parte restaurada, funciona um observatório para estudos de golfinhos.
Na Praia do Futuro, extensa e bela, inúmeras barracas e restaurantes oferecem diariamente shows com artistas locais e nacionais, além da culinária típica, destacando-se: a peixada, a moqueca de peixe, o peixe frito e o famoso caranguejo.
Cantada pelos poetas, louvada pelos escritores, é tema da música “Maria do Futuro” de autoria do Cantor e Compositor Taiguara.
O mar, apesar das águas com temperatura agradável, é bastante revolto.
Recomenda-se cautela ao banhista.
Raimundo Girão
Nasceu em Morada Nova, Ceará, em 3 de Outubro de 1900.
Bacharelou-se em Direito em 1924 na Faculdade de Direito do Ceará, em Fortaleza, aonde fez pós-graduação.
Historiador veio a ser uma das figuras mais ilustres e respeitadas da intelectualidade cearense de todos os tempos. Foi membro da Academia Cearense de Letras e Presidente de Honra do
Instituto do Ceará e da Sociedade de Geografia e História do Ceará.
Foi Prefeito Municipal de Fortaleza, Secretário de Urbanismo de Fortaleza, Secretário de Cultura do Estado e Ministro do Tribunal de Contas do Estado do Ceará.

Faleceu em Fortaleza, Ce, em 24 de Julho de 1988.
A Avenida Historiador Raimundo Girão é uma homenagem da cidade a este cearense ilustre.

Mais detalhes podem ser encontrados no livro Caminhando Por Fortaleza de autoria do escritor cearense Francisco Benedito de Sousa.
O Livro pode ser adquirido na Livraria do Centro Cultural Dragão do Mar, nas Bancas de Revistas na Praça do Ferreira ou diretamente do autor através do telefone: (85) 493-2518.

Uma resposta para “História de Fortaleza”

  1. Maryanna disse:

    Boa Noite! Preciso do numero de telefone do Selv servi da praça do ferreira, pois esqueci minhas compras e precido resgatar

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